Trajetória, pesquisa e inspiração: uma conversa sobre mulheres nas Ciências Exatas
Em uma conversa promovida pelo projeto Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, a professora e pesquisadora Marcella Scoczynski, ela compartilhou sua trajetória acadêmica e profissional, marcada pela curiosidade, pela persistência e pelo desejo de contribuir para a ciência e para a sociedade.
Desde a adolescência, seu sonho era tornar-se astronauta. Vinda de uma cidade do interior do Paraná, buscou caminhos que pudessem aproximá-la desse objetivo e chegou a escrever para a NASA para entender quais seriam os passos necessários para seguir essa carreira. Foi nesse percurso que escolheu a Engenharia da Computação, área com a qual se identificou e na qual acabou construindo sua trajetória profissional e acadêmica.
Após a graduação, atuou no mercado de trabalho como engenheira de computação, conciliando a carreira profissional com a experiência como professora universitária. Aos poucos, descobriu na pesquisa e na docência uma forma de continuar aprendendo, desenvolver novos conhecimentos e, principalmente, devolver à sociedade as oportunidades que recebeu.
Sua trajetória acadêmica também a levou a participar de congressos e experiências internacionais. Nesse caminho, um dos principais desafios foi a comunicação em inglês. A experiência mostrou que não é necessário falar perfeitamente para compartilhar conhecimento: é preciso vencer a insegurança, comunicar-se e compreender que os erros fazem parte do aprendizado.
Outro ponto marcante da entrevista foi a importância das redes de apoio para mulheres na ciência. Durante sua formação, a pesquisadora teve poucas referências femininas, mas encontrou em sua orientadora de doutorado uma inspiração e um importante suporte para sua trajetória. Essa experiência reforçou sua convicção de que oferecer oportunidades, incentivo e acolhimento pode transformar a caminhada de outras mulheres.
Ao falar com as meninas que desejam seguir pelas Ciências Exatas, Engenharias e Computação, sua mensagem é de encorajamento: não se limitar pelo medo de estar em um ambiente predominantemente masculino e buscar apoio quando necessário. Para ela, cada mulher pode contribuir para transformar esse cenário, criando uma rede na qual umas incentivem e fortaleçam as outras.
Mais do que contar uma trajetória profissional, a entrevista destaca a importância de persistir, ocupar espaços, compartilhar oportunidades e construir redes de apoio. Afinal, incentivar uma menina hoje pode significar formar uma grande cientista amanhã.


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